quarta-feira, 27 de março de 2013

Mais um dia de chuva.




Estava deitada em minha cama, pensando em várias coisas ao mesmo tempo, quando de repente ouço um barulho vindo ao longe. Fico ouvindo aquilo, admirando aqueles sons, e quando finalmente tomo coragem para abrir a janela e ver a causa dos tais barulhos, percebo que está chovendo. E no exato momento em que ponho minha cabeça para o lado de fora da janela, sou contemplada por um pequeno facho de luz que surgiu do nada e logo se apagou.
Não acreditei no que acabara de acontecer. A paisagem em si não é tão bela (para dizer a verdade, é horrível), o céu não estava perfeito a outros olhos, mas aos meus, foi uma combinação grandiosa de um cinza chumbo, acrescentado ao barulho dos pingos de chuva em minha janela.
A sensação de olhar para um céu chuvoso é a mesma de estar olhando para o céu azul. É fascinante ver como aquelas nuvens em um tom pesado se complementam com o cenário de casas simples e um chão escuro. Coisas que não são percebidas por alguns seres humanos. Somente aqueles que carregam o dom da paixão, o dom de ser observador, conseguem entender e interpretar aquela ideia de “feio-bonito”.  Mas a melhor parte é ver os pingos de chuva no vidro, depois de um chuvisco. Eles ficam ali, para serem secos pelo vento, em um ciclo que se repete continuamente.
Eh.. Às vezes as maiores belezas estão nas coisas mais simples da vida, como em um dia de chuva. Mas será que sabemos apreciar tudo aquilo que nos contempla? Nunca se sabe ao certo.

Renata de Aquino Medeiros dos Santos.

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