sexta-feira, 29 de março de 2013

Um infinito de coisas para uma mente confusa.





Procuro algo que desperte os desejos mais profundos, as frases mais bonitas, os meus lados mais absurdos. Algo que me faça ter pensamentos longos, distantes, mas ao mesmo tempo bem próximos. Algo que me faça gritar aos quatro ventos, querendo dizer coisas que só poderiam ter sido ditas no silêncio.

Procuro algo que eleve os meus sentidos, que me instigue a buscar mais, e ao mesmo tempo, não me sacie por completo. Algo que realmente seja desejável o suficiente, que tenha cheiros diferentes, fases diferentes.

Estou sempre à procura de algo que me inspira. Sou daquele tipo de pessoa que retira inspiração de qualquer lugar, literalmente. Pode ser o lugar mais absurdo possível, mas sempre há como retirar algo interessante daquilo, algo que merece ser registrado, seja como pintura, seja algo escrito, seja uma fotografia.  Já retirei inspiração de uma gota de chuva que escorria pela minha janela. Acredite, isso é possível.

Bem, estou sempre nessa constante luta de encontrar algo que me inspire, porque ultimamente tem sido meio complicado. Parece que procuro algo impossível, algo que não exista.

Talvez o impossível seja a chave para destrancar aquilo que procuro, que revele para os certos quem realmente eu sou, aquilo que tenho medo de mostrar.

Dizem que pesquisar as coisas no “impossível” funciona, pois lá a concorrência é menor. Faz sentido. Não sei ao certo o que estou procurando, se é “algo” ou “alguém”. Mas algo me diz que estou perto de achar. Talvez esse seja o meu caminho de volta. Só vou realmente saber se me jogar e ir até o fim nessa minha busca.
Renata de Aquino.

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